sexta-feira, outubro 12, 2007

Cobaias?

Sem saber bem como existimos! Sem reparar crescemos e à nossa volta o mundo acontece! Começamos por desejar crescer rápido. Queremos tudo para ontem... Sonhámos, desejámos... atingimos objectivos, concretizámos desejos... Conhecemos pessoas, algumas deixámos de conhecer... Outras, mesmo não as vendo, sabemos que estão por aí... como nós, a pensar...
Na minha vida fui procurando alcançar vitórias... algumas já são visíveis... Outras ainda luto para atingir... Mas se não fosse assim não valorizaria tanto o que já alcancei... Agora tenho uma família só minha. Posso fazer dela cobaia para testar as minahs teorias de amor, confiança... Não é assim que funciona? Não me interpretem mal, não são cobaias por os desprezar, pelo contrário, são cobaias por me darem oportunidade de ser eu própria e de mostrar o que é difícil de ver. Não temos só momentos bons, e nas alturas más há que compreender, aceitar, perdoar! Não é assim? Ser uma família é partilhar tudo. Eu amo a minha e só desejo o melhor!

sexta-feira, julho 13, 2007

Onde estou?!

Olho à minha volta e descubro que os meus desejos se vão concretizando pouco a pouco... Apesar de tudo não estou satisfeita... Não me estou a queixar.... Ou melhor, até estou... Descobri que, embora fale pelos cotovelos, perdi a capacidade de me fazer compreender... Parece que já não sou capaz de exprimir-me.... As palavras não saem... E as dicas não chegam para que me entendam... Tenho estudado a minha vida.... Percebo que talvez tenha errado algures (ainda não descobri bem onde!)... Ao fim deste tempo todo era natural sentir a presença de algumas pessoas à minha volta... Para minha infelicidade apercebo-me que não está lá ninguém... Os amigos que fiz, que tanto prezo, estão longe de mim... Desconhecem o que se passa comigo por não me verem... Os outros, parecem-me não existir... ou melhor, parecem pouco existir.... Não gosto de sentir isto desta forma... Quero mudar esta realidade... Não sei como... Espero recuperar as minhas capacidades e ser capaz de, mais uma vez, criar laços especiais, sentir-me bem para impor a minha presença, ser capaz de, abertamente, informar acerca do que penso, do que sinto... Estarei a ser idiota? Será este sentimento apenas uma consequência destes meses de reclusão? Sinto-me perdida... Mas também não sei quem quero que me encontre... Queria acordar um dia e perceber que à minha volta estão os amigos de sempre, com o à-vontade de sempre... com os sorrisos de sempre... Detesto surpresas, já tinha dito? Mas ainda detesto mais o desconhecido, a incerteza... a interrogação! Quero-me de volta! Segura, confiante, capaz... Onde me encontro?...

Dúvidas

Como estás? Estou bem, acho... não tenho certeza... A solidão afecta-me... afecta-me mais não saber porque chora a minha filha... desespera-me não ser capaz de descobrir o que tem... Talvez seja suposto que os bebés chorem e nem sempre a gente consiga calá-los... Mas isso não é estranho?... Mil recomendações... ais-lhe pegar ao colo cada vez que chora? Estarás a criar vícios... Depois será pior... Como é que um ser tão pequenino, tão frágil, pode tornar-se tão rude? Tenho dificuldades em acreditar... A experiência dos outros não é a minha... E mimo, e amor, nunca são demais... Apresar deste impulso o medo é maior... Como dazer se os vícios vencerem? Como lidar com isso no fim? Depois não haverá volta... Nada a fazer... Tantas dúvidas e incertezas... A cabeça doi de não dormir o suficiente... Dizem-nos descansa e dorme enquanto ela dorme... Mas e quando pudemos fazer aquelas coisas que gostamos? Bem, prefiro não dormir mas sei que eventualmente o cansaço toma conta de mim...

domingo, maio 27, 2007

MUDANÇAS RADICAIS

Após um tempo em que os dias e as noites me pareciam passar demasiado rápido... Após uma altura em que o corpo pesava demais e o espírito praticamente estava apagado, eis-me aqui de volta... A minha vida mudou drasticamente... Como já tinha constatado, cada vez o tempo de sobra é menor... Agora tenho mais um elemento no agregado familiar, uma fedelha pequenina que me enche os olhos e o coração... Claro que é o "cabo dos trabalhos...!!" Come a cada 3 horas, mas demora um tempo para terminar a refeição... Exige ter o rabo limpo em cada um destes intervalos... E não quer estar sozinha.... Quer brincadeira a toda a hora em que está acordada.... E cada dia que passa está mais tempo acordada... Não me queixo! Desejei-a muito! Custa-me passar os dias sem poder fazer as coisas que sempre fiz... custa-me não conseguir passar por cá, actualizar o meu cérebro, custa-me ter tão poucas horas de sono e não mais poder dormir até ao meio dia.... Mas não me arrependo! Pelo contrário... Há momentos difíceis, quase de desespero, mas sei que vamos sobreviver a esta etapa mais complicada e aos poucos vamos conquistando alguma independência... Mais tarde vou queixar-me do excesso de independência mas acho que é mesmo normal o ser humano viver sempre em insatisfação... Não há perfeição possível... embora também eu a deseje todos os dias com tal intensidade que dói... Mas estamos talhados para sermos imperfeitos e só assim seremos completamente felizes... Ai vida... Quantas voltas... Ai tempo... Porque não cresces? Onde estás Einstein? Porque não conseguiste encontrar as time gaps? Talvez seja para ser assim mesmo, para que possamos dar valor a cada instante da nossa vida, a cada pequena coisa que vivemos... Para que possamos sentir que todos os momentos são mágicos... No meio do cansaço, do quase desespero... Naquelas alturas em que estamos no limiar da loucura... sabemos que somos felizes! Amo-te filha!

quinta-feira, março 22, 2007

VIDA A DOIS TODOS OS DIAS

É verdade que tens estado aí... Se eu falo, tu estás aí... Se eu te peço para ouvir... Tu estás aí... Mas o teu corpo não é tudo o que quero... Ando azeda (dizes...)... Penso nisso... Penso nessas palavras que doem e talvez seja verdade... Talvez queira saber da tua alma, talvez queira saber o que sentes... o que pensas... talvez queira saber mais de ti... Talvez seja só egoísmo... Se calhar é mesmo só egoísmo... Quero-te... Quero que me dês mais mas eu não te dou nada! Talvez esteja a testar-te e sei que isso é pura parvoíce... Que idiota!... Isto é como um ciclo vicioso... Tu estás mal... eu fico pior... tu continuas mal... e o nosso mundo rui!... Ou, eu estou mal, tu ficas pior... eu continuo mal... e o sonho desmorona...
Vamos ter uma filha, tu e eu, e isto assim não pode continuar... Tenho que ser capaz de ultrapassar isto... de quebrar este ciclo e avançar... Desculpo-me porque me sinto só mas eu sempre me senti assim. Não é desculpa, portanto... Os meus amigos também falham, ninguém é perfeito!... Eu também falho... também já falhei... e continuarei a falhar... Acho que é assim mesmo... Reconheço que me apetecia ter pessoas mais perto a quem visitar, pessoas que nos fossem queridas a ambos... Pessoas com quem ambos nos sentíssemos bem... AH!... Que vida!... Ando perdida nestes devaneios... Sozinha num pensamento, num sentimento que não sei descodificar... Tu não estás melhor... Entre nós começa a existir um fosso... Ainda há pontes a unir-nos... não quero que deixem de existir mas não posso, nem quero, ignorar o fosso, quero resolvê-lo... tratá-lo... talvez extingui-lo!... Acho que também queres o mesmo mas ambos desconhecemos o caminho por onde seguir... A nossa vida mudou... praticamente deixou de existir... Está longe de ser a que ambos desejamos mas não penso que está tudo perdido... Não me arrependo de nada... Ainda temos tanto para tentar... Tanto por que sorrir... Afinal de contas já lá vai muito tempo... Talvez não tenhamos tomado as decisões certas... talvez tenham sido fora do tempo... Eu sei e sinto que crio muitas barreiras e que teimo em ultrapassá-las rapidamente... Nem sempre isso é possível mas vamos sobreviver a isto... Vamos ser capazes de seguir em frente... Não o quero fazer sozinha... Vamos tentá-lo em conjunto, recuperando aos poucos o território abandonado... Não sei por onde começar... mas talvez seja melhor recuperar o diálogo, o tempo de antena...
Vou tentar por as mágoas de lado... Não te afastes mais de mim. Procura-me... diz-me... mostra-me... sente-me... Sem stresses... sem pressões... ama-me... eu vou procurar fazer o mesmo... peço-te que correspondas... farei o mesmo...
Afinal de contas... AMO-TE!
Esta é a única entrada sobre este tópico que aqui fica colocada... e será a última pois este assunto fica aqui encerrado!

sábado, março 17, 2007

BLOGS

A ideia do Blog era publicar palavras a desconhecidos mas a vontade de as tornar públicas entre os mais próximos venceu... Agora já não sei se foi boa ideia porque quem as lê vai questionar, vai querer saber mais... E nós, será que queremos responder às dúvidas? Será que queremos esclarecer alguém? Se calhar são só desabafos, uns do momento, instantâneos... outros já mais antigos... Mas quanto a discuti-los... essa vontade é pouco clara... nada científica.... muito misteriosa... e tímida!

SEM TÍTULO

Já não é de manhã... Mas parece... Ainda não almocei. Levantei.-ae cedo... Custou... O ar ensonado, os olhos remelosos e as pálpebras coladas... A voz rouca e o mau hálito conduzem-me à casa de banho...
Apetecia-me continuar a dormir mas não pode ser... E lá fui à minha vida... Agora tive um momento de paz...Quer dizer... estou aqui estatelada na minha rede brasileira, com um ventinho frio mas a pele nua dos braços ainda aguenta a brisa fresca... Claro que a Wica, a minha cachorra, não me dá muito sossego... Está aqui a correr de um lado para o outro soltando latidos aos transeuntes... De vez em quanto tenho de lhe lembrar que nas plantas não se mexe! Mas a ideia era aproveitar este bocadinho de "paz" e escrever...
Pensei um pouco e não me ocorre nada sobre o que falar... Tenho mil assuntos a pairar sobre a cabeça mas parecem-me todos ainda mal decididos, pouco esclarecidos... confusos... Ainda assim agarrei no papel e na caneta e aqui estou, na minha rede...
Estarei triste? Acho que estou mais melancólica , cansada... É Sábado e a casa precisa ser limpa, o pó acumula-se... é preciso tratar das roupas... É hora de almoço e ainda nem fiz a cama... mas levantei-me cedo... Descobri que rompi um pneu do carro... mais uma despesa imprevista...
O cérebro fica vazio de repente... não quero preocupar-me com nada... Talvez as coisas se resolvam em breve... Talvez tudo se acalme e as ralações diminuam... Hoje não quero saber... (minto!) O cárebro não está vazio... A preocupação é constante... Não quero pedir ajuda... Ninguém pode ajudar e ouvir já não é essencial... Deixem-me estar... Eu sei que estão por aí!...

quarta-feira, março 07, 2007

O tempo...

O tempo já não é o que era... Recordo-me que costumava passar lentamente e sem pressas... Agora, mal chega para respirar... Acho sempre que o tempo entre o trabalho e as horas essenciais de sono chega para cumprir as minhas tarefas e as minhas vontades mas, ou faço uma coisa ou a outra e, normalmente, não termino nenhuma! Melhor dizendo, se opto por trabalhar, começo por verificar o que tenho de fazer... depois passo à acção!... Nunca termino pois a cada instante que passa, a cada tarefa cumprida, vou somando outra... Outras vezes opto por fazer aquilo que me está mesmo a apetecer... Como é normal, cada pequena coisa que nos dá prazer fazer vai-se repetindo por mais tempo... entretanto o relógio não pára... As horas vão passando e... guess what?!... time's up! Hora de ir dormir... Mas como sabemos que são horas de dormir? Essa é fácil... quando a cabeça começa a caír e a pesar sobre o pescoço... Quando já não temos bem a certeza que as pálpebras passam mais tempo abertas que fechadas... É precisamente nessa altura em que seguimos sonâmbulos em direcção à cama... Ainda há lucidez para ligar o despertador e vestir o PJ mas, depois disso... apaga-se por uns pequenos instantes até o aparelho nos acordar novamente... Ao abrir os olhos sentimos que deveriamos ter ido dormir mais cedo.... Mas esta memória apaga-se durante o dia e à noite repetimos a atitude... Não é assim??? Fogo... Porque ainda não inventaram a máquina do tempo??? Quero férias prolongadas, daquelas em que o tempo demora a passar, daquelas em que a casa não se suja, a roupa se lava sozinha, se passa a ferro sem necessidade de sermos nós a fazê-lo... Quero férias sem trabalho... sem obrigações... só para descansar... Isso existe? Então por favor façam uma encomenda de uns dias disso para mim!

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Mimos ou falta deles!

Eu não sei como age a maior parte da população perante os seus amigos, colegas, vizinhos... Sei que eu, normalmente, sou o que gostaria que fossem para mim... faço o que gostaria que fizessem por mim... Na maior parte das vezes não espero retorno mas, nalgumas alturas... Sei lá... mimo nunca é demais!... Infelizmente as retribuições não são sempre o que gostaríamos que fossem... Sonhamos e depois a desilusão é maior... Aceito que à minha volta não pensem da mesma forma que eu... não ajam como eu... mas também acredito que colocarmo-nos do outro lado e fazer algo que o outro gostaria não seria assim tão difícil... Claro que só poderíamos fazer isso se conhecêssemos a pessoa, se soubéssemos do que gosta ou como gosta, ou até que importância dá a determinado acto... Mas eu até pensei que, à minha volta, alguns sabiam... Surprise! Surprise!!!
Nem tudo é exactamente como sonhamos... como idealizamos... como estamos à espera... E eu que estou sempre a dizer: "Detesto surpresas!"
Felizmente, há surpresas boas... Ainda há quem nos mime... Mas eu quero sempre mais...

quinta-feira, janeiro 04, 2007

Férias das férias!

A minha noção de férias vai-se modificando com o tempo...
Recordo-me que antes nem percebia qual a necessidade de ter férias, os fins de semana eram suficientes para recuperar o tempo que gastamos de forma menos interessante... Aliás, as férias chegavam a ser um suplício... Tanto tempo longe da actividade que levávamos a cabo com compinchas de brincadeira todos os dias... Depois, à medida que fui crescendo e que a escola se foi tornando mais importante, as férias começavam a ser cruciais para o relaxamento do cérebro... Descansar, dormir mais, deixar os livros na prateleira e não olhar sequer a mochila parecia ser muito gratificante... Deitar tarde... levantar mais tarde... Não fazer nada... Aliciante, não? Mesmo assim, nesta altura, ao fim de uma semana já havia vontade de regressar, rever colegas e amigos, partilhar os mais íntimos segredos... partilhar emoções e sentimentos que explodiam no peito a todos os instantes... Quando regressávamos à escola quase todos diziam que ainda era cedo... eu pensava que já estava farta de férias...
Chegou a universidade e aí é que as férias eram desesperantes... Longe de tudo e de todos... Longe de uma vida de independência que sempre ansiei... Não é que me incomodasse o regresso a casa, o que me incomodava era perder as outras coisas para ter apenas essa...
Mais tarde o primeiro emprego... A correria da nova vida começava por danificar o merecido descanso... A diminuição da componente social da nossa vida, a diminuição do tempo gasto em fazer apenas o que gostamos... Bem, começava a perceber a necessidade de existirem férias...
Hoje, com tantos encargos... o trabalho, a casa, a família... Tantas coisas exigem o nosos tempo... Pouco sobra para desfrutar como bem queremos... As férias tornam-se, então, na razão da sobrevivência... indispensáveis... Ou seja, a ideia é recomeçar cada dia de trabalho com a ilusão de que é um dia a menos para as merecidas férias... Depois, quando elas finalmente chegam, há que correr para se conseguir concretizar tudo aquilo que não se fez nos meses que já passaram... É um stress!... Mal damos por isso e já terminaram!...
De regresso à labuta só uma coisa me ocorre: Preciso de férias das férias!...

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O trabalho, o descanso e as insónias!

Uma lista interminável de coisas para fazer... Começa o contra-relógio... Os minutos passam à medida que cumprimos pequenas tarefas mas mal nos embrenhamos no serviço ficamos como que alienados e, quando voltamos a tem um vislumbre do relógio reparamos que não passaram apenas minutos... Já lá vão umas horas...
Hora de pausa... hora de alimentação... hora de ir dormir... Não há tempo para pausas! Come-se qualquer coisa rápido e acumula-se a louça na pia (noutro dia lava-se!)... ir dormir... essa ideia é um mero desejo que temos de guardar para mais tarde... para bem mais tarde...
Fizeram-se planos! Até às x horas devo ter isto, isto e mais aquilo pronto!... Às x horas nem 50% do que se supunha está terminado!... Vem o sono... o sono vai... Atolados em papel permanecemos ali, quase imóveis... O corpo reclama da posição ingrata e permanente... A cabeça implora por descanso... Já bem no que seria o meio do sono esticamos as pernas, os braços e num último esforço desiste-se!... Amanhã será pior! Até todas as tarefas estarem cumpridas! Num último suspiro seguimos em direcção à casa de banho... Mesmo antes de deitar lavam-se os dentes... De pijama vestido escorregamos para debaixo dos lençóis e encolhidos no edredon aguarda-se a visita do João Pestana... Não é que o sono não exista, o problema é mais grave... Com o cérebro a mil à hora procuramos relaxar e adormecer mas somos inundados de balões com pensamentos... notas (NÃO ESQUECER!!!!)... Os afazeres do dia seguinte... O que não se fez hoje... Abrem-se os olhos... habituados à escuridão do quarto ouvimos todos os sons, identificamos cada sombra... desejamos que o tempo passe rápido para acabar com o sofrimento, ou então que passe devagar para que quando formos capazes de dormir o descanso seja o suficiente... Os minutos passam... as horas também... Sempre o mesmo ritmo... Finalmente sem nos darmos conta adormecemos e o despertador toca!... O corpo dói, a cabeça recusa-se a aceitar o cansaço... Descansar é preciso... Mas antes disso há que levantar da cama porque um novo dia começou... Depois de lavada a cara e os dentes olhamos a escuridão bem por baixo dos nossos olhos e desejamos que um duche minimize as dores musculares e melhore o aspecto do rosto... Podemos sonhar, não!...

domingo, dezembro 17, 2006

Coordenar tarefas

Coordenar sempre foi uma das minhas tarefas preferidas... Liderar sempre foi um desejo oculto da minha alma. Gosto de o fazer sem que quase se saiba que o faço. Apenas quem me observa sabe que sou eu que lá estou a gerir a situação.
Às vezes há quem pense que ser líder é formidável... Nao sei bem se o que dizem é baseado no que sabem acerca de quem ocupa cargos deste tipo ou de quem assume uma figura em público ou em privado... Não sei sequer se pnso que será assim tão óptimo...
Não me considero diferente do comum dos mortais, nem me parece que assuma o papel de líder todos os dias (pelo menos não conscientemente)... Assumo talvez essa postura quando é necessário cumprir determinada tarefa e quando quero que ela corra de determinada forma... Sou mais uma coordenadora das actividades distribuindo tarefas por quem se disponibiliza fazê-las e, às vezes, concretizando sozinha o que for possível... Não posso dizer que isto me desagrada, até gosto do "cargo"... Gosto de ocupar essa posição... Não preciso ser destacada, nem preciso que seja do conhecimento público... Basta-me saber que o fiz e que o tentei fazer bem feito para que me sinta bem!...
No final vem o arraso... Queixo-me do cansaço mas não me queixo de mais nada... Fi-lo porque quis! Fi-lo porque gosto de ser activa... e discreta!
Quem me conhece sabe o que faço, como o faço, quanto tempo demoro a fazê-lo... Não espero reconhecimento, muito menos gratidão... Faço-o em nome da amizade, ou do amor, ou em nome de nada... Espero apenas que, se um dia precisar, façam o mesmo por mim...

sexta-feira, dezembro 01, 2006

Ofício: Teacher!!! (Como é?)

Ser professor... O ser professor nos tempos de hoje traduz-se numa vida de "caixeiro viajante"... Todos os anos a mesma incerteza: "_Será que consigo trabalho?", "_Onde ficarei colocado se conseguir trabalho?". As primeiras preocupações do mês de férias (mês de férias... mês sem trabalhos de casa da escola...) prendem-se com o facto de se conseguir ou não trabalho... Uma vez atingido este primeiro objectivo passa-se à fase seguinte... Para onde se vai trabalhar!?... A procura de casa ano após ano é um desespero... A procura de um quarto é pior!... Carregar com roupas, livros, computador, impressora, scanner... (sim porque ou se tem os próprios instrumentos de trabalho ou, na escola, nunca se podem usar os disponíveis já que existem, talvez uma dezena - se a escola for abastada - para uma centena, às vezes mais...). Depois vem a questão das rendas... ou se mora com os pais a vida toda (durante alguns fins de semana, e o tal mês de férias) ou o único ordenado (livre de aumentos, carregado de impostos e há muito congelado) terá que acarretar com a despesa de duas rendas mensais... duas contas de luz, gás, água, condomínio... O ordenado não seria mau mas a tudo isto é preciso acrescentar as despesas com a própria sobrevivência: a comida, a roupa... e mais... o papel, canetas, lápis, tinteiros e outros materiais escolares que têm que ser adquiridos pelo pessoal docente pois não são fornecidos nos locais de trabalho habituais (quem nos dera!!!)
Podia citar aqui muito mais coisas mas tento apenas cingir-me ao que é, de facto, essencial (repararam que nem mencionei o carro? Vou simplesmente imaginar que o nosso belo país idílico tem transportes públicos que funcionam bem - a cumprir horários... é preciso não esquecer que para aqui se contabilizam todas as cidades, mas, também, as vilas, as aldeias, as freguesias.. vales e montanhas, ilhas e continente...)...
Mas falta falar em algo talvez mais importante que tudo o resto, a família, os amigos, aqueles que nos apoiam e nos ajudam a "lamber as feridas" e a ultrapassar os obstáculos... Todos os anos o professor se afasta deles para os ver, quem sabe, três vezes no ano (no Natal, na Páscoa e no Verão), às vezes um pouco mais se o "mês de férias" for passado no mesmo local, às vezes nem isso... A família, essa resume-se ao essencial: pais, talvez irmãos... marido e filhos não é possível... é suposto estes estarem juntos o ano todo mas o ser professor nem sempre permite... Pior!... Às vezes marido e mulher são professores, às vezes todos os anos são colocados em regiões diferentes... Que estabilidade é esta que se dá aos filhos? Obriga-los, como nós, a todos os anos se adaptarem a um novo local, a uma nova escola, a novos amigos... Será justo? E há alternativas? Quais?...
Segundo a opinião pública ser professor é bom! Nada se faz, tem-se muitas férias (não é?)... Então e quem prepara as aulas? Quem elabora os testes, relatórios, material de apoio? Quem corrige tudo isto? Esquecem que esse trabalho tem de ser feito em casa, no horário pós laboral, aos fins de semana, nas "férias"... naquelas horas que deveríamos poder dedicar à família, aos filhos, aos companheiros, aos amigos e que ninguém paga como extraordinárias...
AHHHH! Tanto para dizer.... as palavras que possuo já não chegam para exprimir tantas ideias... tantas queixas...
Podem até pensar: "Primeiro nem todos os professores mudam de casa todos os anos! (pois não! mas a maior parte sim!), nem todos os professores têm trabalho de casa! (mentira! todos, bons ou maus, todos levam T.P.C.)...
Pergunto: "_Será assim tão bom ser professor?" (para mim, é mas talvez porque ainda acredito que a minha profissao tem um objectivo mais grandioso, porque resisto e luto... resignando-me ao congelamento da carreira... à injustiça social de ser considerada apenas uma professora!!). Mas na verdade, trará esta profissão assim tantas regalias? (Deixo a questão em aberto para que não me acusem de ser parcial...... acredito que, de certeza, saberão responder a esta dúvida!?)...

quinta-feira, novembro 30, 2006

Dramas de uma professora!

Toca! A professora chega à sala e entra... Apenas alguns minutos mais tarde chegam os supostos interessados... (já lá vai o tempo em que eram os alunos a esperar... e também já lá vai o tempo em que uma falta era uma FALTA e acabava com as trapalhices/irresponsabilidades, etc...).
É preciso avisar que o caderno, livro e estojo são necessários ou então ninguém os tira da mochila... Continuam com a conversa do exterior, ainda que com um colega diferente, isso é secundário, o importante mesmo é evitar a aula...
A professora olha à sua volta com o sobrolho franzido... incrédula chama à razão uma, duas vezes... grita! Faz-se ouvir! Uma alminha mais caridosa pergunta: "_Qual é o sumário?" E logo outra responde com mais questões: "_Qual é a lição?", ainda não satisfeitos: "_Quantos são hoje?", "_De certeza que é a lição 12 e 13?"- O caos outra vez... Mais um grito! "_Atenção à aula! Eu já respondo a tudo mas uma pergunta de cada vez!".
Entretanto passam minutos grandes... "_Vamos lá começar a trabalhar!", finda a escrita da lição, data e sumário (será isso assim tão importante?) começa finalmente a aula. Mais uns minutos passam para verificar quem fez o T.P.C. (entenda-se trabalho para casa), quem trouxe o teste assinado... Distribuem-se as fichas de trabalho: "_É para avaliação professora?", "_É em grupo ou individual?", "_Podemos consultar o livro?"... Não há tempo para responder a tudo (mas quando vão eles perceber que tudo o que fazem conta para avaliação? até a desordem...) Grita-se!
Começa-se com uma pequena explicação recordando a aula passada mas isso já foi há tanto tempo que ninguém se recorda... (oito dias depois...) Alguém resolve o T.P.C. no quadro, "_Que confusão!" "_Não é nada disso!"... Está tudo errado... Apaga-se e recomeça-se a resolução com uma explicação mais pormenorizada... "_E agora, conseguiram entender?", Parece que não... Procura-se nova forma de explicar tudo outra vez mas entretanto já a turma dispersou... "_Cala-te Chico!"; "_Luís, senta-te direito!", "Joana, presta atenção e não converses com os vizinhos!" Grita-se! Conseguem-se uns minutos de silêncio... aliás... minutos?! Uns miseráveis segundos... poucos... Recomeça tudo outra vez! Começamos a resolver a ficha de trabalho, no quadro repete-se a informação necessária à resolução dos problemas. Percorrem-se os lugares procurando ajudar... Não resulta! Nada resulta! Gera-se o barulho outra vez... Será possível?!? Que confusão!... O desespero é grande... O que fazer? Finalmente toca e como que robots num ápice os livros e cadernos são arrumados e de mochila às costas já meio levantados e em uníssono perguntam: "_Podemos sair professora?" Entre um suspiro e um aceno de cabeça a sala fica vazia outra vez e de cabeça perdida, com os livros em cima da secretária espalhados, a professora apaga o quadro e guarda tudo no devido lugar. Sai da sala com a pasta carregada, fecha a porta atrás de si... Volta a tocar... Como novo e paciente suspiro tudo vai recomeçar dentro de alguns segundos... Mas afinal, ser professor não dá que fazer!...

domingo, maio 28, 2006

VISITAS

Quando a nossa vida está num local que nos distancia da família e dos amigos, estamos sempre a querer ficar mais perto. No entanto, as distâncias não se encurtam só porque nós desejamos!
Na verdade, quando arranjamos tempo e dinheiro para "regressar" a "casa" por uns dias, gastamos umas horitas a convencer o pessoal a fazer-nos uma visita (porque é lindo, porque são umas belas férias, porque tem um clima magnífico, boas praias, etc etc...)... Acabamos é por convidar todos, em vez de apenas quem queremos de facto que nos visite...
Depois sai tudo trocado... Não é que as visitas sejam aborrecidas... o problema surge quando elas estão a passar férias e nós não, e quando lhes custa perceber esse facto...
O desconhecimento do que se faz numa carreira como a nossa de professores, induz a maior parte do comum dos mortais a pensar que nós temos sempre tempo para tudo e, também, que quando chegamos da escola o nosso serviço acabou... Pura ignorância!!!... Na altura em que chegamos da escola é quando de facto começa o nosso trabalho a sério... Aulas para preparar, trabalhos para corrigir.... bahhhhh... n coisas para fazer...
Ainda há a questão da dependência... A gente procura sempre deixar as visitas a sentir-se em casa (embora lá no fundo também desejemos algum respeito e incómodo pelo uso e não abuso das nossas coisas...). Mesmo quando lhes permitimos total liberdade, chaves do carro na mão, o comando do portão e as chaves de casa, parece que algo não foi compreendido... "Nós não vamos, não podemos ir... Não estamos a gozar férias... Temos que trabalhar...!" (Conhecem este discurso?) Na realidade, até parece que é mentira (não é!)... Parece que é suposto explicarmos timtim por tintim o que temos que fazer, porque temos de o fazer e porque tem de ser nesta ou naquela altura... Parece que temos de pedir desculpa por estarmos a trabalhar... Parece que é suposto sentirmo-nos mal porque não podemos dedicar todo o nosso tempo a apaparicar as férias dos outros... Parece que temos de pedir desculpa por termos que viver a nossa vida, segundo o dia a dia que corresponde ao período (grande) de trabalho... Serei eu a não perceber qual é o meu papel como anfitriã? Estarei eu errada?
Da próxima vez que fizer um convite, hei-de morder a língua... Ficar calada... Impedir a voz de sair... Afinal de contas, mais vale só que culpada por não poder saír e fazer de conta que estou de férias quando estou a cumprir o meu serviço (dentro e/ou fora da escola... para não falar nas outras tarefas necessárias à sobrevivência...)...

quarta-feira, maio 10, 2006

SOLIDÃO

Às vezes queremos estar sozinhos mas na realidade, não sei se é a solidão que queremos. Talvez estar sós apenas alguns instantes para organizar as ideias, mas não muito tempo para não nos perdermos...
Há dias em que, mesmo rodeados de gente, estamos sós...Noutros dias, mesmo sozinhos temos o coração aquecido pela presença de todos os que queremos em nosso redor...
Muitas vezes desconheço-me... Perco-me em tantos pensamentos... Não sei o que quero.. Sei que quero... quero sentir que, se for preciso, terei alguém do meu lado. Espero sentir que tenho ali alguém... Tenho-te a ti meu amor... eu sei, lá no fundo sei-o sempre... mas há dias em que preciso de mais... Parece que este discurso é incoerente, talvez seja... mas um dia, quando for capaz de organizar as minhas ideias, quando for capaz de esclarecer isto tudo a mim própria, a seguir esclareco-te a ti.. No entretanto, fica só do meu lado! Amo-te!

domingo, maio 07, 2006

Hoje sentei-me a ver o mar. Senti o calor do Sol no corpo, o rosto ficou rosado por já não estar habituado... Senti a calma inundar-me o espírito! Quem me dera que fosse sempre assim!... Sem horários, sem pressas, sem pensar na lista interminável de coisas para fazer... Só eu... e tu meu amor! De repente regressei à realidade e vi-te ali, de olhos postos em mim... É bom saber que me amas... Fica sempre comigo!...

sábado, abril 22, 2006

ALVORADA

A Lua deita-se no seu ninho de folhas
E o Sol levanta-se da sua cama de cor
Espreguiça-se no azul do céu
E lava a cara na água da chuva
Acarinhando as nuvens que se dissipam...
Veste-se de amarelo quente
E sorri às gentes da Terra abraçando-as
À noitinha boceja e fica cansado...
Banha-se na água dourada do mar
E ao ir dormir
Deita-se na cama cristalina
Por trás da imensidão dos oceanos
Acordando a Lua baixinho antes de adormecer:
_Amiga Lua a sonhar!...
Que eu cansado vou dormir
Leva p´rás gentes do chão
A beleza do teu Luar
Já que eu ainda à pouco acordado
Lhes dei meu coração...
E eu a pensar que isto até era complexo.... Talvez venha a ser, mas para já não é...
Acho que é suposto escrever por aqui ideias, sonhos, emoções... o que me der na real gana.... Como ainda não estou convicta de que irá resultar, fica por aqui só esta pequena mensagem de abertura! Divirtam-se a bisbilhotar a minha vida... Não encontrarão aqui nada que não seja já do conhecimento público! Podia referir algumas alminhas que se encarregam de espanhar as minhas vivências, mas fica para outra vez! Hoje estou só a fazer o testing... 1, 2, 3... testing!