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quarta-feira, julho 09, 2008

Realmente há muito que não escrevia nada por aqui... Impossível fazer tudo o que gosto e a inspiração tem andado por outros reinados... Passei por estes lados mas não me ocorre dizer nada... Tenho estado em pura contemplação do meu mundo e da minha vida, visitado as vidas de quem me rodeia, mas sempre à distância garantindo uma observação objectiva, livre de pensamentos mundanos (ou talvez não!)...

Analiso o que vai acontecendo à minha volta, as mutações são muitas... Fico-me agarrada ao que tenho, não quero interferir... Fico a ver se vale a pena intrometer-me mas acabo por me retrair ao pensar que talvez não valha a pena o esforço... As sugestões dos outros guardo, aplico quando achar e se achar que podem ser úteis. Dei importância a mim mesma... Sem interferências exteriores... A minha vida a mim diz respeito... Fiz o mesmo aos meus vizinhos de coração! Quem quiser que apareça, onde e quando puder, se quiser! Estou em paz e já não tenho muito a perder... Gostava era de ganhar mais... mas isso é outra conversa (e não estou a falar de dinheiro, se bem que esse também me faz muita falta...)...

Assim, no fim do meu dia de exaustão, deito-me tranquila, consciente de que não poderia ter feito mais, que não poderia ter visto mais ninguém, que fiz tudo o possível e no dia seguinte retomarei as minhas tarefas... Os olhos fecham-se e adormeço sem pensar muito... Não estou satisfeita, mas estou calma... Um dia as coisas mudam, e eu também!

sexta-feira, julho 13, 2007

Dúvidas

Como estás? Estou bem, acho... não tenho certeza... A solidão afecta-me... afecta-me mais não saber porque chora a minha filha... desespera-me não ser capaz de descobrir o que tem... Talvez seja suposto que os bebés chorem e nem sempre a gente consiga calá-los... Mas isso não é estranho?... Mil recomendações... ais-lhe pegar ao colo cada vez que chora? Estarás a criar vícios... Depois será pior... Como é que um ser tão pequenino, tão frágil, pode tornar-se tão rude? Tenho dificuldades em acreditar... A experiência dos outros não é a minha... E mimo, e amor, nunca são demais... Apresar deste impulso o medo é maior... Como dazer se os vícios vencerem? Como lidar com isso no fim? Depois não haverá volta... Nada a fazer... Tantas dúvidas e incertezas... A cabeça doi de não dormir o suficiente... Dizem-nos descansa e dorme enquanto ela dorme... Mas e quando pudemos fazer aquelas coisas que gostamos? Bem, prefiro não dormir mas sei que eventualmente o cansaço toma conta de mim...

sábado, março 17, 2007

SEM TÍTULO

Já não é de manhã... Mas parece... Ainda não almocei. Levantei.-ae cedo... Custou... O ar ensonado, os olhos remelosos e as pálpebras coladas... A voz rouca e o mau hálito conduzem-me à casa de banho...
Apetecia-me continuar a dormir mas não pode ser... E lá fui à minha vida... Agora tive um momento de paz...Quer dizer... estou aqui estatelada na minha rede brasileira, com um ventinho frio mas a pele nua dos braços ainda aguenta a brisa fresca... Claro que a Wica, a minha cachorra, não me dá muito sossego... Está aqui a correr de um lado para o outro soltando latidos aos transeuntes... De vez em quanto tenho de lhe lembrar que nas plantas não se mexe! Mas a ideia era aproveitar este bocadinho de "paz" e escrever...
Pensei um pouco e não me ocorre nada sobre o que falar... Tenho mil assuntos a pairar sobre a cabeça mas parecem-me todos ainda mal decididos, pouco esclarecidos... confusos... Ainda assim agarrei no papel e na caneta e aqui estou, na minha rede...
Estarei triste? Acho que estou mais melancólica , cansada... É Sábado e a casa precisa ser limpa, o pó acumula-se... é preciso tratar das roupas... É hora de almoço e ainda nem fiz a cama... mas levantei-me cedo... Descobri que rompi um pneu do carro... mais uma despesa imprevista...
O cérebro fica vazio de repente... não quero preocupar-me com nada... Talvez as coisas se resolvam em breve... Talvez tudo se acalme e as ralações diminuam... Hoje não quero saber... (minto!) O cárebro não está vazio... A preocupação é constante... Não quero pedir ajuda... Ninguém pode ajudar e ouvir já não é essencial... Deixem-me estar... Eu sei que estão por aí!...

quarta-feira, março 07, 2007

O tempo...

O tempo já não é o que era... Recordo-me que costumava passar lentamente e sem pressas... Agora, mal chega para respirar... Acho sempre que o tempo entre o trabalho e as horas essenciais de sono chega para cumprir as minhas tarefas e as minhas vontades mas, ou faço uma coisa ou a outra e, normalmente, não termino nenhuma! Melhor dizendo, se opto por trabalhar, começo por verificar o que tenho de fazer... depois passo à acção!... Nunca termino pois a cada instante que passa, a cada tarefa cumprida, vou somando outra... Outras vezes opto por fazer aquilo que me está mesmo a apetecer... Como é normal, cada pequena coisa que nos dá prazer fazer vai-se repetindo por mais tempo... entretanto o relógio não pára... As horas vão passando e... guess what?!... time's up! Hora de ir dormir... Mas como sabemos que são horas de dormir? Essa é fácil... quando a cabeça começa a caír e a pesar sobre o pescoço... Quando já não temos bem a certeza que as pálpebras passam mais tempo abertas que fechadas... É precisamente nessa altura em que seguimos sonâmbulos em direcção à cama... Ainda há lucidez para ligar o despertador e vestir o PJ mas, depois disso... apaga-se por uns pequenos instantes até o aparelho nos acordar novamente... Ao abrir os olhos sentimos que deveriamos ter ido dormir mais cedo.... Mas esta memória apaga-se durante o dia e à noite repetimos a atitude... Não é assim??? Fogo... Porque ainda não inventaram a máquina do tempo??? Quero férias prolongadas, daquelas em que o tempo demora a passar, daquelas em que a casa não se suja, a roupa se lava sozinha, se passa a ferro sem necessidade de sermos nós a fazê-lo... Quero férias sem trabalho... sem obrigações... só para descansar... Isso existe? Então por favor façam uma encomenda de uns dias disso para mim!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O trabalho, o descanso e as insónias!

Uma lista interminável de coisas para fazer... Começa o contra-relógio... Os minutos passam à medida que cumprimos pequenas tarefas mas mal nos embrenhamos no serviço ficamos como que alienados e, quando voltamos a tem um vislumbre do relógio reparamos que não passaram apenas minutos... Já lá vão umas horas...
Hora de pausa... hora de alimentação... hora de ir dormir... Não há tempo para pausas! Come-se qualquer coisa rápido e acumula-se a louça na pia (noutro dia lava-se!)... ir dormir... essa ideia é um mero desejo que temos de guardar para mais tarde... para bem mais tarde...
Fizeram-se planos! Até às x horas devo ter isto, isto e mais aquilo pronto!... Às x horas nem 50% do que se supunha está terminado!... Vem o sono... o sono vai... Atolados em papel permanecemos ali, quase imóveis... O corpo reclama da posição ingrata e permanente... A cabeça implora por descanso... Já bem no que seria o meio do sono esticamos as pernas, os braços e num último esforço desiste-se!... Amanhã será pior! Até todas as tarefas estarem cumpridas! Num último suspiro seguimos em direcção à casa de banho... Mesmo antes de deitar lavam-se os dentes... De pijama vestido escorregamos para debaixo dos lençóis e encolhidos no edredon aguarda-se a visita do João Pestana... Não é que o sono não exista, o problema é mais grave... Com o cérebro a mil à hora procuramos relaxar e adormecer mas somos inundados de balões com pensamentos... notas (NÃO ESQUECER!!!!)... Os afazeres do dia seguinte... O que não se fez hoje... Abrem-se os olhos... habituados à escuridão do quarto ouvimos todos os sons, identificamos cada sombra... desejamos que o tempo passe rápido para acabar com o sofrimento, ou então que passe devagar para que quando formos capazes de dormir o descanso seja o suficiente... Os minutos passam... as horas também... Sempre o mesmo ritmo... Finalmente sem nos darmos conta adormecemos e o despertador toca!... O corpo dói, a cabeça recusa-se a aceitar o cansaço... Descansar é preciso... Mas antes disso há que levantar da cama porque um novo dia começou... Depois de lavada a cara e os dentes olhamos a escuridão bem por baixo dos nossos olhos e desejamos que um duche minimize as dores musculares e melhore o aspecto do rosto... Podemos sonhar, não!...