Mostrar mensagens com a etiqueta tempo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tempo. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, março 07, 2007

O tempo...

O tempo já não é o que era... Recordo-me que costumava passar lentamente e sem pressas... Agora, mal chega para respirar... Acho sempre que o tempo entre o trabalho e as horas essenciais de sono chega para cumprir as minhas tarefas e as minhas vontades mas, ou faço uma coisa ou a outra e, normalmente, não termino nenhuma! Melhor dizendo, se opto por trabalhar, começo por verificar o que tenho de fazer... depois passo à acção!... Nunca termino pois a cada instante que passa, a cada tarefa cumprida, vou somando outra... Outras vezes opto por fazer aquilo que me está mesmo a apetecer... Como é normal, cada pequena coisa que nos dá prazer fazer vai-se repetindo por mais tempo... entretanto o relógio não pára... As horas vão passando e... guess what?!... time's up! Hora de ir dormir... Mas como sabemos que são horas de dormir? Essa é fácil... quando a cabeça começa a caír e a pesar sobre o pescoço... Quando já não temos bem a certeza que as pálpebras passam mais tempo abertas que fechadas... É precisamente nessa altura em que seguimos sonâmbulos em direcção à cama... Ainda há lucidez para ligar o despertador e vestir o PJ mas, depois disso... apaga-se por uns pequenos instantes até o aparelho nos acordar novamente... Ao abrir os olhos sentimos que deveriamos ter ido dormir mais cedo.... Mas esta memória apaga-se durante o dia e à noite repetimos a atitude... Não é assim??? Fogo... Porque ainda não inventaram a máquina do tempo??? Quero férias prolongadas, daquelas em que o tempo demora a passar, daquelas em que a casa não se suja, a roupa se lava sozinha, se passa a ferro sem necessidade de sermos nós a fazê-lo... Quero férias sem trabalho... sem obrigações... só para descansar... Isso existe? Então por favor façam uma encomenda de uns dias disso para mim!

quarta-feira, janeiro 03, 2007

O trabalho, o descanso e as insónias!

Uma lista interminável de coisas para fazer... Começa o contra-relógio... Os minutos passam à medida que cumprimos pequenas tarefas mas mal nos embrenhamos no serviço ficamos como que alienados e, quando voltamos a tem um vislumbre do relógio reparamos que não passaram apenas minutos... Já lá vão umas horas...
Hora de pausa... hora de alimentação... hora de ir dormir... Não há tempo para pausas! Come-se qualquer coisa rápido e acumula-se a louça na pia (noutro dia lava-se!)... ir dormir... essa ideia é um mero desejo que temos de guardar para mais tarde... para bem mais tarde...
Fizeram-se planos! Até às x horas devo ter isto, isto e mais aquilo pronto!... Às x horas nem 50% do que se supunha está terminado!... Vem o sono... o sono vai... Atolados em papel permanecemos ali, quase imóveis... O corpo reclama da posição ingrata e permanente... A cabeça implora por descanso... Já bem no que seria o meio do sono esticamos as pernas, os braços e num último esforço desiste-se!... Amanhã será pior! Até todas as tarefas estarem cumpridas! Num último suspiro seguimos em direcção à casa de banho... Mesmo antes de deitar lavam-se os dentes... De pijama vestido escorregamos para debaixo dos lençóis e encolhidos no edredon aguarda-se a visita do João Pestana... Não é que o sono não exista, o problema é mais grave... Com o cérebro a mil à hora procuramos relaxar e adormecer mas somos inundados de balões com pensamentos... notas (NÃO ESQUECER!!!!)... Os afazeres do dia seguinte... O que não se fez hoje... Abrem-se os olhos... habituados à escuridão do quarto ouvimos todos os sons, identificamos cada sombra... desejamos que o tempo passe rápido para acabar com o sofrimento, ou então que passe devagar para que quando formos capazes de dormir o descanso seja o suficiente... Os minutos passam... as horas também... Sempre o mesmo ritmo... Finalmente sem nos darmos conta adormecemos e o despertador toca!... O corpo dói, a cabeça recusa-se a aceitar o cansaço... Descansar é preciso... Mas antes disso há que levantar da cama porque um novo dia começou... Depois de lavada a cara e os dentes olhamos a escuridão bem por baixo dos nossos olhos e desejamos que um duche minimize as dores musculares e melhore o aspecto do rosto... Podemos sonhar, não!...